Os computadores permitem de forma cada vez mais simples a elaboração de mensagens audiovisuais e escritas, a formatação de jornais, revistas, produção de podcasts, vídeos, animações e diversas outras atividades. Uma mensagem produzida em um computador pessoal, presente nas escolas, pode ser encaminhada para os veículos de comunicação social – redações de jornais, emissoras de rádio e televisão – para serem veiculadas, eliminando a dependência produtiva aos profissionais que trabalham para tais veículos.
Isso faz com que seja concretizado o potencial interativo desses veículos. Oportuniza o cumprimento da legislação que os caracteriza como serviço público e, por outro lado, transforma as escolas em centro de produção de notícias, aumentando as chances de disseminarem o conhecimento que produzem.
Os cidadãos têm o direito à comunicação e expressão garantido pela Constituição brasileira. Existe uma esfera pública de comunicação na qual devem trafegar assuntos de interesse da opinião pública. A gestão desse espaço é de responsabilidade do Estado, porém sua exploração é cedida à pessoas jurídicas. Nele atuam os veículos de comunicação social, jornais, emissoras de rádio e televisão e deve haver uma cultura de co-responsabilidade entre o Estado e a população pela qualidade da informação que nele trafega. Dessa forma, a escola, enquanto um microcosmo social com reconhecida importância, tem direito a usar esse espaço, como também deve ocorrer com diversos outros segmentos e instituições sociais.
A escola quando oferece às crianças e aos jovens a possibilidade de desenvolverem a competência de se expressarem por meio dos veículos de comunicação social, exerce duplo papel, o de desenvolver nas crianças a competência de se tornarem leitoras e produtoras de textos e o de praticarem a cidadania, atitude que irá se reproduzir em outras instâncias em que atuarem.