Arquivo do mês: maio 2009

Oficina 7 – observações

Decisões quanto ao futuro

O primeiro fato do dia envolveu uma decisão quanto ao andamento das atividades a serem desenvolvidas na última etapa das oficinas. O previsto era que tal etapa envolvesse a produção em vídeo. No entanto, como as atividades demandaram mais tempo do que o previsto inicialmente, havia uma dúvida da nossa parte quanto a seguir em frente ou realizar novamente uma atividade envolvendo uma linguagem já vista, para consolidar os conhecimentos. O receio é de que os professores saíssem das oficinas com diversas noções gerais, mas sem ter a capacidade de realizar de forma autônoma qualquer uma das atividades. Ao trabalharmos com rádio usamos o gênero jornalístico, depois realizamos atividades com a linguagem publicitária e a fotográfica em impressos e agora a proposta era concentrar-se na linguagem jornalística, por isso propusemos que permanecêssemos usando a linguagem radiofônica, produzindo, desta vez, um documentário radiofônico sobre a atividade jornalística. Os professores concordaram com a proposta.

O jornalista e seu trabalho

Iniciamos a atividade da manhã refletindo sobre a linguagem jornalística e o trabalho do jornalista. Começamos com a apresentação de alguns fatos históricos e conceitos, que estão em um arquivo disponibilizado em um post anterior a este. Na sequência, analisamos algumas matérias divulgadas na imprensa e que enfocam diversas tensões que permeiam o trabalho do jornalista. Essas matérias podem ser acessadas no seguinte link:

A partir daí os professores se organizaram e formularam algumas questões para serem apresentadas durante a visita à redação do Jornal da Cidade, com o objetivo de conhecer com mais detalhes o cotidiano na redação de um jornal. Decidiram também, quem ficaria encarregado de filmar a visita e de tirar fotografias.

Os conceitos-chave e as estratégias pedagógicas

Após o almoço a proposta era discutir as diferenças entre os conceitos-chave e as estratégias pedagógicas, contidas no texto da Oficina 5, e avaliar como as atividades realizadas nas oficinas de linguagem publicitária e fotográfica se enquadravam quanto aos conceitos e estratégias em análise, postando no blog as conclusões. A discussão sobre o texto da Oficina 5 se prolongou até o fim do nosso horário, já que não havia, por parte dos professores, lembrança sobre a leitura prévia do material e tivemos que lê-lo na íntegra. Lemos, discutimos, questionamos e exemplificamos. Foram muito interessantes os exemplos de atividade que a Profa. Carla desenvolve e que levam seus alunos a refletirem sobre a atuação da mídia.

As atividades em sala-de-aula

Quanto à possibilidade de realizar as atividades pedagógicas propostas e exemplificadas no kit em sala de aula, os professores apontaram que, apesar da relação não favorável entre quantidade de alunosXquantidade de equipamentos, e de existirem conteúdos curriculares a serem seguidos, não seria impossível realizar algumas delas em sintonia com os conteúdos, sendo mais fácil trabalhar com fotografia e talvez, em algumas escolas, com produção radiofônica. Um outro desafio relatado por eles é a discriminação sofrida por seus próprios pares quando adotam práticas pedagógicas diferenciadas. Tais professores não querem sair de sua zona de conforto e nem tampouco enfrentar as demandas de seus alunos por práticas inovadoras no ensino aprendizagem.

Produção individual

A Polyana postou no blog sua produção radiofônica, demonstrou ter desenvolvido competência técnica, inclusive ao criar de forma autônoma um podcast para alocar seu arquivo em áudio. A Profa. Carla trouxe o material que produziu em áudio, porém ainda não houve tempo para postá-lo no blog.

2 Comentários

Arquivado em Arquivos, Oficinas EaM

Visita ao JC – questões

Os professores elencaram alguns assuntos para serem investigados na visita ao jornal e os organizaram em algumas perguntas. São elas:

23/5/09
1. Como se define o perfil do jornal?
2. Como as notícias chegam?
3. A equipe que seleciona as notícias é sempre a mesma?
4. A que horas se inicia a preparação das notícias para o jornal do dia seguinte?
5. Em relação a comercialização, qual a porcentagem a mais de tiragem no domingo?
6. Como varia a tiragem durante a semana? Há dias em que o jornal vende mais ou menos?
7. Os colunistas são funcionários do JC ou contratados como free-lancers? Qual o perfil para a seleção?
8. O que mudou depois da circulação do Jornal Bom Dia em relação às escolhas das matérias?
9. O que mudou economicamente?
10. Quem é o proprietário do jornal?
11. O que acontece com as notícias não publicadas? Ficam arquivadas ou são descartadas?
12. O que mudou na publicação e na percepção das notícias após o uso da fotografia colorida?
13. Quem faz a pauta do dia e como ela é feita?
14. Todos os e-mails são respondidos? Por quem?
15. Como são respondidos os questionamentos do público infantil?
16. Há espaço para críticas e sugestões? Há uma devolutiva para as críticas e sugestões?
17. Quais as orientações, critérios usados para se desenvolver uma matéria?
18. Existe a possibilidade de acesso pelo leitor às notícias desde as primeiras edições do jornal?

1 comentário

Arquivado em Comunicação, Oficinas EaM

Galeria de imagens

visita ao JC em 30 de maio

visita ao JC em 30 de maio

Participantes das oficinas e o Renato Zaiden

Participantes das oficinas e o Renato Zaiden

manchete do dia: gripe suína chega em Bauru

manchete do dia: gripe suína chega em Bauru

presentinho: camiseta "saber é poder".

Esta imagem é a que está na camiseta que ganhamos do JC e estamos usando na foto com o Renato!!

Deixe um comentário

Arquivado em Comunicação, Oficinas EaM

Visita no Jornal da Cidade e na rádio 94FM

Sábado, 30 de maio, fomos todos ao JC. Atenciosamente acolhidos pelo João Jabbour, Editor Chefe, pudemos entender melhor como é desenvolvido o trabalho do jornalista e a produção do jornal. Importante também foi perceber as implicações existentes entre o modelo de sustentação econômica do jornal e sua liberdade editorial. Para completar, mantivemos uma conversa com o diretor do jornal, Renato Zaiden, que nos contou sobre o início das atividades do jornal em Bauru, demonstrou a sintonia existente entre esse veículo e a cidade e deixou evidente que um bom trabalho na comunicação serve para valorizar e divulgar a imagem de Bauru, aumentando a auto-estima dos que aqui vivem, gerando negócios, renda e, consequentemente, incrementando a qualidade de vida da comunidade.

Saindo de lá eu, a Profa. Edna e o Marco fomos até a Rádio 94 FM para visitar a exposição sobre a história do rádio em Bauru. Esperavamos encontrar mais fotos e objetos expostos. Certamente os textos apresentados são retratos da história da rádio em Bauru e revelam a importância do pioneirismo da família Simonetti no cenário nacional. Graças ao sr. Leônidas Simonetti os bauruenses tiveram, muito antes da maioria dos brasileiros, acesso prioritário à informação e à cultura.

Deixe um comentário

Arquivado em Comunicação, Oficinas EaM

Linguagem jornalística

Na semana que vem (30/5/09) estaremos visitando a redação de um importante jornal impresso de nossa cidade. Para nos preparar, iniciamos estudando brevemente a história e as características do texto e do trabalho do jornalista. O arquivo utilizado foi inicialmente produzido pela Profa. Roseane, atualizado pela profa. Lígia e finalizado em conjunto pelos professores durante a Oficina. Ele pode ser conhecido neste link Texto jornalístico.

Deixe um comentário

Arquivado em Arquivos, Oficinas EaM

Briga por verba e poder

cobras não mordem seus pares

cobras não mordem seus pares

São eles que articulam as políticas públicas….

Hélio Costa diz que jovens devem trocar Internet por Rádio e TV

Da Redação
20/5/2009

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, fez um comentário ultrapassado ao defender o Rádio e a TV. Nesta terça-feira (19/05), durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, Costa pediu que a juventude não fique “pendurada na Internet”. Porém, pela convergência de mídia, esses veículos também podem ser acessados pela web.

“Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na Internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”, disse, completando com uma provocação às operadoras de telecomunicações: “O setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está”.

Legislação para a Internet
As críticas contra a Internet também partiram do presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero. Ele defendeu que a rede também se sujeite à legislação da comunicação social, que, entre outras coisas, limita a participação de capital estrangeiro.

“A Internet é aberta, mas não desvinculada do mercado e a regra da comunicação social também deve ser aplicada a ela”, afirmou Slaviero.

Fonte – http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D52152%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D51038039056%26fnt%3Dfntnl

Deixe um comentário

Arquivado em Comunicação, Novidades

Observações – Oficina 6

Nesta Oficina surgiu espontaneamente o assunto Direitos Autorais, se houver tempo será interessante incluir um bate-papo específico sobre o assunto com os professores, apresentando a eles o Creative Commons, como sugestão para registro autoral.

Iniciamos com uma fala da Roseane sobre a evolução das concepções sobre a influência da mídia e sobre as características híbridas da linguagem publicitária.

Os professores foram instigados a pensar sobre os processos de representação e como o público alvo está representado em uma peça publicitária.

Colocou-se, então a questão: propaganda manipula? Somos parte da massa? Somos influenciáveis, ou estamos vacinados contra os efeitos da propaganda? As respostas obtidas inicialmente se referiam ao jornalismo e não a publicidade. Uma professora declarou que não era “vacinada”, admitindo que se sente influenciada. Outra relatou que sentia muita vontade de experimentar o Cup Noodles, divulgado pela mídia e que na primeira oportunidade iria fazê-lo, mesmo sabendo que não era igual ao da propaganda. Essa mesma professora contou que durante a semana havia trabalhado, com seus alunos do ensino básico, a criação de produtos e que os resultados, tanto visuais quanto os nomes apresentados, eram muito parecidos com produtos líderes de venda em cada segmento selecionado, demonstrando a influência da publicidade sobre todos.

Os professores responderam um questionário para que pudéssemos avaliar seus conhecimentos prévios. Na sequência foram convidados a analisar 3 peças publicitárias que usavam a figura feminina: whiskey, Intel Chip e Ensino a distância COC. Os professores interpretavam os anúncios, porém tinham dificuldade em definir de forma objetiva o público alvo, usando critérios quantitativos, a partir do ponto de vista do anunciante. Definiam-no dando justificativas sobre o conteúdo, da perspectiva do telespectador.

Após essa análise foram convidados a assistir 3 filmes da Coca-Cola e novamente pensar sobre o público alvo e os apelos de venda. Uma das professoras conhecia a origem da Coca-Cola e contou para os colegas.

 A atividade prática consistiu na criação de uma peça publicitária. Os professores assistiram a um tutorial sobre web-design e receberam um briefing: deveriam criar uma peça impressa – um cartaz – estimulando os alunos a estudarem. Despertar motivação. Fazer com que os alunos da escola estadual compreendessem a importância de estudar. Tarefinha difícil!!!! Conversaram sobre o perfil do público alvo. Negociaram ideias, debateram, justificaram e optaram por colocar no cartaz uma imagem de alguma coisa que todos os alunos gostassem. Isso os levou a escolher o Wolverine, filme recém-lançado. A imagem de uma garra, acompanhada de uma sentença no imperativo. Essa solução surgiu após um bom tempo de discussão entre eles, ao considerarem que daria muito trabalho produzir uma imagem elaborada, composta de muitas outras do universo escolar, que era a ideia inicial. Eles se deram conta que não é fácil fugir de estereótipos.

Deixe um comentário

Arquivado em Arquivos, Comunicação, Oficinas EaM