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Direitos autorais

Direito autoral é coisa séria!  Porém, até mesmo o que é sério pode ser tratado com bom humor. Vejam que criativa a orientação do nerdson sobre como Criativos Comuns devem proceder para socializar o que criaram, registrando-as com as licenças Creative Commons:

Nerdson explica o que é a licença creative commons

Mais explicações estão disponíveis direto na fonte em http://nerdson.com/blog/criativos-comuns/.

Belo trabalho! Parabéns aos autores.

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Formando os jornalistas e radialistas de amanhã

Os computadores permitem de forma cada vez mais simples a elaboração de mensagens audiovisuais e escritas, a formatação de jornais, revistas, produção de podcasts, vídeos, animações e diversas outras atividades. Uma mensagem produzida em um computador pessoal, presente nas escolas, pode ser encaminhada para os veículos de comunicação social – redações de jornais, emissoras de rádio e televisão – para serem veiculadas, eliminando a dependência produtiva aos profissionais que trabalham para tais veículos.

Isso faz com que seja concretizado o potencial interativo desses veículos. Oportuniza o cumprimento da legislação que os caracteriza como serviço público e, por outro lado, transforma as escolas em centro de produção de notícias, aumentando as chances de disseminarem o conhecimento que produzem.

Os cidadãos têm o direito à comunicação e expressão garantido pela Constituição brasileira. Existe uma esfera pública de comunicação na qual devem trafegar assuntos de interesse da opinião pública. A gestão desse espaço é de responsabilidade do Estado, porém sua exploração é cedida à pessoas jurídicas. Nele atuam os veículos de comunicação social, jornais, emissoras de rádio e televisão e deve haver uma cultura de co-responsabilidade entre o Estado e a população pela qualidade da informação que nele trafega. Dessa forma, a escola, enquanto um microcosmo social com reconhecida importância, tem direito a usar esse espaço, como também deve ocorrer com diversos outros segmentos e instituições sociais.

A escola quando oferece às crianças e aos jovens a possibilidade de desenvolverem a competência de se expressarem por meio dos veículos de comunicação social, exerce duplo papel, o de desenvolver nas crianças a competência de se tornarem leitoras e produtoras de textos e o de praticarem a cidadania, atitude que irá se reproduzir em outras instâncias em que atuarem.

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Garatujas midiáticas

Gostaria de propor uma reflexão a respeito do nível de conhecimento da sociedade sobre a comunicação social.
Se partirmos do princípio de que comunicação implica na existência de uma via de mão dupla pela qual trafegam informações para negociação de sentidos, e se comunicação social implica na sociedade, de forma organizada, utilizar as mídias, inclusive àquelas de massa, para comunicar suas ideias e propostas, então, a população não sabe o que é, e raramente presenciou a comunicação social no Brasil.
No entanto, parece que algo está em mudança nesse cenário.
Com o advento das novas tecnologias da informação e da comunicação surge a possibilidade de os sujeitos, enfim, se apropriarem das linguagens utilizadas nos meios de comunicação. A manipulação das linguagens sonoras e audiovisuais e seu uso conjunto com a linguagem escrita começam a ficar acessíveis à grande parte da população brasileira. Planejar um texto, gravá-lo e editá-lo, já faz parte do dia-a-dia de muitos de nossos jovens e de alguns não tão jovens assim. Textos que são produzidos e colocados em circulação com o uso das novas mídias. Aos desatentos, pode parecer que, enfim, existe a via de mão dupla e se estabelece a comunicação social.
Porém, me pergunto: em que etapa estaríamos no sentido da manifestação autoral e da apropriação social da comunicação?
Ao tomarmos como referência o conceito de Vygostki, um sujeito só conhece verdadeiramente um objeto quando encontra-se imerso em um ambiente em que o objeto seja parte do “kit de ferramentas” culturalmente disponibilizado para ele e em efetivo uso por parte dos membros mais experientes do seu meio social. Considerando que a apropriação de um objeto cultural se dá, usualmente, de duas formas: 1) pela observação dos modos de agir com esses objetos por parte dos membros mais experientes do meio cultural; 2) seguindo instruções explícitas de como ele deve fazer uso desses objetos, concluímos que em nossa sociedade, para os cidadãos comuns, não existe a segunda possibilidade de apropriação. Não se reflete criticamente sobre o uso das mídias, nem se orienta a população sobre como usar socialmente os meios de comunicação.
Estamos, dessa forma, na primeira condição em que observamos o que está posto para entender a utilidade do ferramental e, como uma criança que pega o lápis pela primeira vez, nos exercitamos para sentir o objeto. Tal fase pode ser denominada de garatuja. Ainda de acordo com Vygotsky, estamos na etapa simbólica em que não se observam formas gráficas invariantes e se reproduz o que os outros (conglomerados de mídia) fazem. Para o autor qualquer produção só se efetiva após o período dos rabiscos. É fácil perceber que, criando-se situações para aprendizagem, as novas gerações avançarão mais rapidamente e poderão se apossar das novas TIC´s para produzir textos multimidiáticos autorais, superando a etapa da garatuja.
Como comunicadora social, mas acima de tudo como educadora, não posso deixar de entender a potencialidade do momento e percebê-lo como oportuno para a mediação educativa. É hora de colocar em prática a segunda forma de apropriação, munindo os cidadãos com informações sobre o direito público ao acesso aos meios de comunicação de massa, sobre a natureza dialógica da esfera pública de comunicação e sobre as formas de apropriação responsável desse ferramental. Em muitos países a educação às mídias já é objeto de estudo escolar e sistemático e os veículos de comunicação assumem sua parte, dando apoio a essas iniciativas. Em nossas paragens o movimento avança a passos de tartaruga, mas avança.
Lígia Beatriz C. Almeida
Radialista, Doutoranda em Educação e Profa. da Universidade Sagrado Coração

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Relevância social da mídia educação

Esta semana o projeto de extensão que desenvolvemos na USC para capacitação às mídias na escola conquistou o prêmio Cidadania sem Fronteiras promovido pelo Instituto Cidadania Brasil.  Já foi uma surpresa sua classificação, mas conquistar o primeiro lugar não era realmente esperado, pois só encontramos dificuldades e desafios quando propomos este tema para discussão. Mas, enfim, acho que nós (pesquisadores da mídia educação) estamos agora conseguindo provocar debates e ganhando visibilidade. Isso é   bom! É hora de arregaçar as mangas e buscar apoio e espaço! Vou tentar um apoio dos veículos de comunicação, nada mais lógico do que isso, não acham!

Se quiser saber mais sobre o prêmio acesse: 

http://www.institutocidadania.org.br/ ou aqui no Universia http://www.universia.com.br/noticia/materia_dentrodocampus.jsp?not=46977.

Logo, logo vou postar o projeto aqui para vocês conhecerem. Aguardem!

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