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Download de vídeo do youtube

O Clip Converter é uma  ótima ferramenta para baixar vídeos e músicas e convertê-los para o formato desejado.  O formato “MP4” se comporta bem na maioria dos players de vídeo.

Está disponível online e é grátis. Funciona muito bem para os vídeos hospedados no youtube.

Com ele é possível também isolar imagem e som, assim caso uma música ou trilha seja interessante e exista o interesse de trabalhá-la pedagogicamente, é só baixar o vídeo escolhendo o formato de conversão “MP3”.

Cada vez que você clica em converter, uma nova guia é aberta com propaganda, basta fechá-la sem receio de vírus. São essas propagandas que garantem a gratuidade do serviço.

O programa pode ser acessado no link   http://www.clipconverter.cc/pt/.

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Planejando intervenções educomunicativas

Criei este material para ajudar meus alunos no planejamento e avaliação de intervenções educomunicativas, como também no entendimento das peculiaridades de cada área de intervenção.

 

 

 

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O pensamento latino-americano sobre educação para a mídia e a produção literária nacional sobre o tema

O texto, que pode ser acessado pelo link abaixo, foi apresentado por mim no XVI Celacom em Bauru, SP, no ano de 2012 e aborda as peculiaridades da produção literária latino-americana sobre educação para a mídia, sendo  destacadas similitudes e disparidades em relação às demais tendências que permeiam e permearam o cenário global e que a influenciaram.

  Lígia Beatriz Celacom 2012

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Jesús Martín-Barbero no Globo Universidade

Acesso pelo link: http://redeglobo.globo.com/globouniversidade/noticia/2012/07/entrevista-jesus-martin-barbero-fala-sobre-comunicacao-e-suas-obras.html  – há fotos e é preciso rolar a barra lateral para achar a entrevista.

Entrevista: Jesús Martín-Barbero fala sobre Comunicação e suas obras

06/07/2012 16h39 – Atualizado em 06/07/2012 16h39

‘Estudar apenas os meios de comunicação não é o mais importante, porque o ponto-chave do processo é desde onde se assiste’, afirma

Espanhol de Ávila, de coração colombiano, não são poucas as vezes que Jesús Martín-Barbero usa o pronome “nós” para se referir aos latino-americanos. Doutor em Filosofia pela Université Catholique de Louvain (Bélgica) e em Antropologia e Semiótica pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris (França), o professor é mais conhecido por seus trabalhos na área da Comunicação,“campo estratégico de nossas sociedades latino-americanas”. Apesar de ter fundado o Departamento de Comunicação da Universidad del Valle, na Colômbia, e ser professor visitante e honoris causa de uma dezena de universidades em todo o mundo, Martín-Barbero afirma se sentir mais à vontade fora da academia do que dentro dela.

Globo Universidade [GU] – Quem conhece sua obra quase se esquece de sua origem espanhola. Como começa sua relação com a América Latina?

Jesús Martín-Barbero [JMB] – Antes de partir para a Colômbia, eu, assim como todos os espanhóis da minha geração, detestava a música imposta pelo franquismo [governo do general Francisco Franco], que tinha transformado o folclore de Andaluzia na música representativa espanhola. Então, como uma maneira de lutar contra essa imposição, nós escutávamos quase que o tempo todo música francesa e, principalmente, latino-americana — como Los Chalchaleros, Chabuca Granda, entre outros. Fomos muito influenciados também pelo cinema latino-americano, em especial o argentino. A verdade é que, naquele momento, aprendi muito mais com a cultura de meus amigos do que com a de meus pais e a de meu povo.

GU – Muito como reação à repressão do regime franquista…

JMB – Tive sorte de ter grupos de amigos em meio àquela Espanha tão tenebrosa. Conseguíamos ler e escutar coisas que a grande maioria não podia, por meio de amigos dos amigos, as redes organizadas clandestinas… Livros estupidamente proibidos, como Bonjour Tristesse, de Françoise Sagan — um romance simplesmente libertino — só eram conseguidos às escondidas, muitas vezes por membros do Partido Comunista que os traziam da Argentina e do Brasil. Dessa maneira também chegava a música. Facilitava o fato de haver muitos exilados espanhóis na Argentina e no México, embora o que os motivasse era a possibilidade de apresentar a pessoas como eu um horizonte diferente do oferecido pela universidade submetida a Franco.

GU – E como foi ir da Espanha para a Colômbia? Morar lá foi uma opção?

JMB – Sem dúvida. Minha primeira ida à Colômbia ocorreu em 1963, por meio de um intercâmbio de professores universitários que fiz enquanto esperava o resultado de uma bolsa de estudos em Paris. Cheguei lá como professor de filosofia em um momento em que a América Latina vivia o céu — quase o tocávamos com as mãos. Havia estourado a Revolução Cubana, e, em todo o mundo universitário, vivia-se uma onda revolucionária muito forte — embora ingênua, se vista com os olhos de hoje. Cheguei à Colômbia para trabalhar por um tempo, e acabei ficando a vida toda.

GU – Esse movimento migratório também acontece em sua vida acadêmica, com a formação em Filosofia, depois Antropologia e Semiótica, e a dedicação ao campo da Cultura e da Comunicação. Como surgiu o interesse pela temática?

JMB – A minha tese de doutorado já refletia essa minha tendência. Embora partisse do âmbito filosófico e semiótico, meu trabalho falava da relação entre a ação humana e a linguagem: como certa concepção de mundo se expressa por meio da linguagem, mas é realizada através de determinado tipo de práxis, de ação concreta. A partir daí, comecei a usar um pouco a linguística e as teorias da comunicação, que podiam ser vistas nos debates daqueles anos por meio, por exemplo, do linguista norte-americano Noam Chomsky ou do filósofo inglês John Langshaw Austin. Foi dessa maneira — observando que a linguagem não é apenas uma tradução de informações, mas também uma produção de sentidos e significados — que comecei a trabalhar com Comunicação. E isso se conecta com as culturas, que são maneiras de produzir e organizar o sentido coletivo da vida.

GU – Então sua volta à Colômbia já se deu com esse novo olhar…

JMB – Exato. Quando retorno à Colômbia em 1973, quero trabalhar com Filosofia, mas Filosofia contemporânea. Então eu chego a Bogotá e me oferecem criar uma área de investigação em uma faculdade de Comunicação onde já tinham escutado falar alguma coisa de Semiótica, de Roland Barthes… Um ano depois, entretanto, demitiram-me juntamente com o reitor, que permitiu um curso tão exigente e, de alguma maneira, caro, já que precisávamos de professores muito bem preparados. Foi quando, felizmente, me ofereceram abrir uma escola de Comunicação na Universidade do Valle, a segunda universidade do país. Aquela primeira experiência foi muito válida nesse sentido, até porque me permitiu conhecer o que eram as faculdades de Comunicação na Colômbia: em geral, uma mistura de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade. Um pouco de tudo, e nada de nada. Eu invento, então, uma proposta nova: uma abordagem pelas ciências sociais que estude os processos, práticas e os meios de comunicação. Para surpresa minha e de muitos outros, não só o Ministério da Educação aprovou o projeto, como o recomendou para outras escolas.

GU – Seu trabalho ficou muito famoso no Brasil a partir do livro “Dos meios às mediações” (1992), de forma que o tornou muito conhecido por essa sua ênfase na mediação e nos estudos de receptividade. Como surge esse ponto de vista?

JMB – Esse tipo de visão já vem também do doutorado. Na Bélgica, faço um trabalho em Filosofia bastante diferente dos demais, em que não falo dos grandes clássicos, mas basicamente de minha experiência na América Latina entre 1963 e 1968. Nela, cito Paulo Freire, Carlos Fuentes, Guimarães Rosa — uma loucura para a época e o lugar. Portanto, quando entro para a Comunicação, já o faço abordando os processos de comunicação cotidianos, ou seja, as bandas musicais dos adolescentes, as pessoas se reunindo na igreja, o estádio de futebol… Para ter uma ideia, meu primeiro trabalho de investigação na área, resultado de quatro anos de pesquisa, foi uma comparação entre as formas de comunicação em mercados populares e nos primeiros supermercados que surgiam. Coloquei os alunos para pesquisar os aspectos, os odores e os sons de cada um — um trabalho realmente etnográfico. É daqui que eu parto. Isso é comunicação para mim. Estudar apenas os meios de comunicação, determinado programa de televisão, não é o mais importante, porque o ponto-chave do processo é desde onde se assiste.

GU – É muito comum que essa sua maneira de ver a comunicação seja interpretada como uma oposição às críticas que focam a indústria cultural, uma oposição a teorias como a da Escola de Frankfurt…

JMB – Isso é uma bobagem, uma necessidade de polarização que surge de nossa formação escolar e religiosa profundamente maniqueísta. Uma coisa é opor, outra coisa é distinguir. Note que em “Dos meio às mediações” eu reconheço que os frankfurtianos nos ajudaram a entender que as questões sobre comunicação são culturais. Contudo, eles veem basicamente sua dimensão negativa. Também já fiz trabalhos de estudo ideológico sobre cinema, TV, rádio e, principalmente, publicidade, tanto que meu primeiro livro se chamou “Comunicação massiva: discurso e poder”. Ao mesmo tempo, os mais de 30 anos em que venho lecionando envolvem uma batalha contra o dualismo, tema de outro livro meu: “Processos de comunicação e matrizes de cultura”. Veja que dentro das diferentes escolas existem contribuições distintas, e isso se vê com Walter Benjamin, que, desde a Escola de Frankfurt, rompe com sua linha e pensa não só nas dimensões negativas, mas nas novas possibilidades que trazem os meios de comunicação. Muito diferente, aliás, da visão de Theodor Adorno, incapaz de entender a criatividade do jazz a ponto de taxá-lo de pura repetição de formato. Portanto, se você ler Comunicação Massiva, vai perceber que mesmo ali eu já percebia que não se pode pensar a televisão na América Latina sem se levar em conta os diferentes modos que as pessoas têm de assistir aos programas televisivos.

GU – Esse seu esforço por enxergar desde o outro lado, do lado de quem recebe a informação, acaba por definir sua visão sobre o jovem de hoje. Pode falar um pouco sobre ela?

JMB – A visão que a maioria das pessoas tem dos jovens é de que eles não têm memória, não leem, são conformistas… Não digo que não há muito disso, mas minha pergunta é: ficando aqui, que faço? Porque com essa visão não tenho nenhuma possibilidade de ajudá-los. Procuro então esse outro lado, e vejo que quando um adulto vê o adolescente com essas características está profundamente enganado, porque quem não tem memória, é conformista etc., é a sociedade. Compare a sociedade em que eu nasci com a atual. Cresci em um pequeno povoado, numa casa pequena, construída por meu tataravô, cheia de marcas do passado — dialogava com quatro, cinco gerações anteriores a mim, uma densidade enorme de memória. Agora, meus filhos nasceram em um apartamento que não tem uma marca sequer daqueles que por ali passaram. Essa nova realidade exige que olhemos os jovens de maneira mais profunda do que manda nossos preconceitos. Como eles, em frente a toda instabilidade atual, sonham, temem, planejam? Por esse prisma, consigo ver um conjunto de virtudes e vícios.

GU – É nesse conjunto em que atuam as novas tecnologias?

JMB – Lógico, porque há novas maneiras de se expressar. Foi a famosa antropóloga norte-americana Margaret Mead que, nos anos 70, ensinou-nos que a experiência dos jovens já não cabe na sequência linear da palavra impressa. E nada melhor para expressar essa experiência que as novas tecnologias, até porque esses jovens são contemporâneos do computador — que é muito mais do que uma máquina, é uma fusão do cérebro com a informação. Para mim, muito da crise de nossa sociedade passa por essa mistura de tudo. Até as linguagens estão misturadas, e a escola tradicional, que tudo quer separar, não consegue romper essa liga. Aliás, a escola tampouco consegue contribuir para a construção da sociedade, para a formação de cidadãos. Ela ainda está dedicada a tornar os jovens repetidores da palavra, a fazê-los memorizar livros, enquanto não os ajuda a analisar um simples telejornal, a ser pessoas criativas.

GU – Professor, a que tem se dedicado?

JMB – Eu estava em Cali, fiquei lá de 1975 a 1996. Voltei para Bogotá, já aposentado, um pouco cansado da rotina universitária, porque nunca fui um acadêmico puro.

jesus-martin-barbero_

Minha vida sempre esteve muito mais fora do que dentro da universidade. Antes de regressar trabalhei no primeiro plano de política cultural do departamento de Valle do Cauca, cuja capital é Cali. Digo isso para mostrar que sempre tive uma agenda política, não-partidária, muito envolvida com os movimentos sociais. Ao me aposentar e voltar a Bogotá, minha agenda acadêmica passa a ser mínima.

 

Jesús Martín-Barbero (Foto: Felipe Fittipaldi)

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Iniciativa de um veículo de comunicação

Vejam uma matéria que divulga a prática de um veículo de comunicação de Fortaleza, em parceria com a Associação Nacional de Jornais.  A iniciativa é centrada na tentativa de ampliar a base de leitores, incentivando  a formação de leitores de jornais.

Conselho infantil de leitores http://opovo.uol.com.br/opovo/fortaleza/971600.html
10 Abr 2010 – 18h51min

O suplemento infantil do O POVO, o Clubinho, foi criado pela Cristiane em 1999 através da construção conjunta entre jornal e leitores. Antes mesmo da publicação do primeiro fascículo, a jornalista Cristiane Parente já contava com uma assessoria especializada: um conselho de leitores com idade entre 8 e 10 anos.

Ao longo de quase uma década de trabalho, o caderno passou por diversas modificações propostas pelas crianças. A cada edição, o conselho se reunia com a editora para avaliar o trabalho feito e sugerir os próximos passos.

A comunicadora acredita na inserção da criança nos veículos de comunicação como um passo essencial para a formação de leitores autônomos e cidadãos conscientes. “Além do crescimento pessoal, era legal ver as crianças tendo voz em um jornal, tido como coisa de adulto“, confirma a estudante de Artes Cênicas Rafaela Diógenes.

E-MAIS

A jornalista, professora e educomunicadora é mestre em Comunicação e Educação pela Universidade Autônoma de Barcelona e mestranda em Educação pela UNB.

Detentora do título de Amiga da Criança, promovido pelo Fundo das Nações
Unidas para o Desenvolvimento da Infância (UNICEF) e pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), foi idealizadora do suplemento infantil do O POVO, o Clubinho.

Atualmente coordena o programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ)

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Lançado livro didático Mídia na Educação

Livro didático interativo Mídia na Educação faz dos leitores, autores

O livro didático Mídia na Educação é resultado da pesquisa Media literacy no Ensino Médio: atividades de leitura e escrita com professores e alunos, desenvolvida na Universidade do Sagrado Coração (USC) e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Foram dois anos dedicados à produção e à aplicação de material didático focado em mídia. Professores e alunos participaram de oficinas e testaram as atividades. Elas foram reformuladas e agora são compartilhadas com você. Mais do que isso, este livro tem característica interativa. No item Trocando Experiências, docentes contam como foi o uso de mídia na educação e segurem atividades. Assim, nossos leitores também são autores.

http://www.usc.br/midiaeducacao/index.html

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Qualidade do conteúdo da mídia

Reflexões sobre a qualidade na programação.

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